Eu escrevo à luz que não perdoa.
Não à luz suave da manhã, nem à chama tímida das lamparinas — escrevo sob o Sol de Solaris, aquele que revela falhas, julga mentiras e grava a verdade na pedra.
Meu nome é Aethar, filho de nenhum trono e servo de nenhuma coroa. Sou cronista porque sobrevivi. E sobrevivi porque aprendi cedo que, em Solaris, a memória é tão importante quanto a espada.
Antes que os mapas fossem traçados, antes que os impérios erguessem seus estandartes dourados, esta terra já ardia. Não por acaso, mas por escolha dos deuses.
Aethar ibn-Seth
“Sob o Sol, tudo tem preço — até o silêncio.”
Introdução
Solaris é o continente do sol e da disciplina, uma vasta extensão territorial moldada pela Guerra dos Deuses e pela influência duradoura de Solthar, o deus do sol e da guerra. Sua geografia, marcada por contrastes intensos entre litoral fértil e interior árido, determinou não apenas a ocupação humana, mas também a formação de culturas, impérios e sistemas religiosos próprios.
Desde os tempos da Babel Una, a região que viria a se tornar Solaris destacou-se como palco de conflitos divinos. Após a Grande Divisão, o continente emergiu como uma terra de extremos: abundância concentrada, escassez generalizada e uma ordem social construída sobre hierarquia, obediência e força.
Formação Histórica
A Era da Babel Una
Antes da fragmentação do mundo, Solaris não existia como continente, mas como uma região central de confrontos durante a Guerra dos Deuses. Foi nesse território que Solthar consolidou sua influência, deixando marcas permanentes na terra e no clima. O solo endurecido, o céu claro e a aridez crescente são heranças diretas desse período.
A Grande Divisão
Com o fim da guerra e a separação dos continentes, a região solar tornou-se definitivamente isolada. A retirada dos deuses marcou o início da história mortal de Solaris, quando povos humanos passaram a disputar o legado deixado pela divindade solar. Surgiram as primeiras cidades-estado, organizadas em torno de fontes de água, rotas comerciais e templos solares.
Ascensão dos Impérios Solares
Ao longo dos séculos, as cidades-estados deram lugar a grandes impérios. Esses impérios baseavam-se em três pilares fundamentais: controle da água, produção agrícola e poder militar. O culto a Solthar foi institucionalizado, transformando-se em religião oficial e instrumento político.
Geografia Do SOL
Litoral
O litoral de Solaris é úmido, fértil e densamente povoado. Nele surgiram os principais portos e centros urbanos do continente, responsáveis pelo comércio marítimo e pela ligação com outros continentes, especialmente Terraris.
Região Norte
O norte de Solaris caracteriza-se por forte atividade comercial. A relativa proximidade marítima com Terraris possibilitou o desenvolvimento de rotas de troca intensas, apesar da longa duração das viagens. Destaca-se ainda uma grande ilha ao norte, historicamente estratégica para o controle naval e comercial.
Região Oriental
No leste localiza-se o coração político e religioso do continente. Essa região é atravessada pelo Rio Serpente, cujas margens férteis sustentam extensas plantações de trigo. Inspirada em antigas civilizações fluviais, a região oriental tornou-se o principal centro agrícola e administrativo de Solaris, além de abrigar monumentos religiosos e arquitetônicos de grande escala.
Região Sul
O sul de Solaris é composto por planícies e savanas. Nessa área desenvolveram-se reinos tribais independentes, frequentemente envolvidos em conflitos entre si e contra tribos nômades do deserto. Apesar de sua organização menos centralizada, essas sociedades desempenham papel importante na defesa territorial e na produção de guerreiros.
Região Central
No centro do continente encontra-se o Grande Mar da União, um mar interior situado em meio ao deserto. Considerado território neutro, o local é regido por acordos ancestrais de não agressão entre tribos e povos solares. Sua existência é fundamental para a estabilidade política do interior continental.
Região Oriental das Especiarias
Ao sudeste e oriente do continente, desenvolveu-se uma região culturalmente distinta, marcada pelo comércio de temperos e especiarias. Cidades muradas e rotas de caravanas transformaram essa área em um dos principais centros econômicos de Solaris, com forte influência cultural externa.
Reinos e Tribos
Solaris é o continente onde o sol governa sem concessões. Suas terras são vastas, quentes e implacáveis, moldadas por desertos intermináveis, savanas douradas, costas abrasadas e mares de águas profundas. Aqui, a vida não floresce pela abundância, mas pela resistência. Cada reino, cada tribo e cada povo de Solaris carrega em si a marca do calor eterno e da luta constante para sobreviver sob o olhar de Solthar, o deus do sol, da força e da guerra.
Diferente de outros continentes, Solaris não se organiza apenas em grandes reinos centralizados. Ele é um mosaico vivo de reinos costeiros, cidades-estado, confederações tribais e povos nômades, todos disputando água, rotas comerciais e territórios férteis. O poder em Solaris raramente é absoluto; ele se move como as dunas, muda conforme as estações e responde mais à força e à adaptação do que a títulos ancestrais.
Entre os grandes nomes do continente destaca-se Harûn-Dar, o reino das dunas e do mar. Dono de portos estratégicos e rotas comerciais vitais, Harûn-Dar equilibra dois mundos: o comércio marítimo e a guerra no deserto. Seus famosos guerreiros camelares patrulham as areias, caçando ladrões do deserto e protegendo caravanas, enquanto sua frota garante influência além da costa. Harûn-Dar é visto como o reino que melhor compreendeu Solaris: resistir, negociar e atacar quando necessário.
Ao sul e ao interior, estendem-se as grandes savanas solares, onde não há reinos fixos, mas tribos antigas. Esses povos vivem seguindo os ciclos do sol, da caça e da migração animal. Algumas tribos veneram diretamente Solthar como o Senhor da Provação; outras o veem como um juiz severo, que fortalece apenas os dignos. Entre elas surgem grandes guerreiros, xamãs solares e líderes tribais que podem unir dezenas de clãs… ou lançá-los em guerras sangrentas.
Nos desertos profundos, longe das rotas conhecidas, vivem os povos nômades das dunas. Alguns são mercadores errantes, outros guias valiosos, mas há também os temidos ladrões do deserto, que atacam caravanas e desaparecem como miragens. Para muitos reinos de Solaris, essas tribos representam ameaça constante; para outros, são aliados temporários, contratados conforme a necessidade.
Assim, Solaris não é um continente de estabilidade, mas de força em movimento. Reinos caem quando se tornam fracos. Tribos desaparecem quando não se adaptam. Apenas aqueles que dominam o sol, a areia e o mar permanecem. Em Solaris, viver é resistir — e reinar é provar, todos os dias, que se é digno de
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Atualmente temos cerca de 12 tribos conhecidas e que se destacam, sendo a maior parte no sul e nos desertos.
Temos 16 regiões politicas que se destacam no continente de babel, sejam elas império, reinos ou cidades.
Atualmente temos cerca de 7 raças conhecidas e que se destacam em números no continente.
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CIDADES & PAISES
~Alguns países que se destacam em Solaris~
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